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ORIXÁS, UMBANDA E CANDOMBLÉ

POR AMOR AOS ORIXÁS - ANO III

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Troca de cabeça, é possível?

A troca de cabeça ou eru é  uma espécie de ebó altamente ritualístico, podendo ser feito apenas por sacerdotes devidamente preparados, onde ocorre uma "transferência sacrificial" onde uma doença ou perigo de morte é transferido de uma pessoa a um animal de quatro patas, ou várias aves. Essa cerimônia expiatória só pode ser realizada se houver o consentimento dos Orixás da pessoa em questão. Essa pessoa necessitada pode ser um filho de santo ou um cliente do Pai ou Mãe de Santo.

Apenas para esclarecer, esse tipo de ritual sacrificial que ocorre frequentemente nos cultos africanistas,  não acontece na Umbanda. A Umbanda cultua os orixás de modo sincretizado com conceitos católicos e espíritas, onde a questão da aceitação, carma e merecimento são levados em muita consideração. 

Caso haja uma resposta de positiva  à consulta feita aos orixás do enfermo, a possibilidade de cura, já é meio caminho. O porque da resposta positiva ou da negativa por parte dos orixás, também está relacionado ao Odú ou destino da pessoa. Dessa forma não difere tanto assim, do dito carma e merecimento da Umbanda.  O Eru pode curar o doente em muitos casos, já em outros como os de doenças avançadas, pode ajudar "paralisando" a evolução da doença e a ação nefasta que está senso exercida no doente. Essa ação pode vir de encostos de eguns, feitiçarias, etc. Nos casos de magias, a cura é bem maior. Nos casos em que não há magia ou eguns, a causa pode ser o odu do enfermo, dificultando a cura total. mas mesmo assim, pode haver uma melhora com a renovação da energia vital do enfermo.

A prática ritualística do Eru, ou troca de cabeças se dá de formas diferentes, dependendo da nação e do ilé. Em alguns casos o enfermo não está presente, sendo representado por um testemunho, ou sinal (roupa usada, cabelo, etc - só a foto não adianta, tem que haver objetos com a energia do enfermo, podendo ainda ser uma roupa de cama).
As práticas ritualísticas variam de nação para nação e de ilé para ilé. Prepara-se o enfermo e o animal. Passa-se um pano preto ou branco no corpo do doente e usa-se o mesmo para cobrir o animal. Após o sacrifício, abre-se o animal, (retirando ou não as vísceras - que podem ser passadas no corpo do doente, especialmente as que representam o(s) órgão(s) doente(s) e coloca-se a roupa, mechas de cabelo e unhas do doente dentro do animal. Na sequência, o ritual pode cumprir uma formalidade fúnebre como o enterro do animal, ou este é despachado em local indicado pelos Orixás.
Cabe um outro procedimento, onde os animais, são passados pelo corpo da pessoa e posteriormente solto, mas esse ritual de eru com a permanência dos animais vivos, só acontece em casos em que a pessoa não corra risco de morte e necessite apenas de uma limpeza e abertura.

De qualquer forma esse ritual é muito comum aos clientes e aos filhos de um Ilé. São em geral altamente custosos, devido à complexidade de seu preparo e execução.

Quando realizados por sacerdotes experientes, quase sempre  em algum tipo de benefício para a pessoa precisada.

Mas cuidado, está cheio de aventureiros sem noção, fazendo bobagens. Procure uma Casa conhecida e séria, com reputação e clientes satisfeitos.

Walquíria

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