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POR AMOR AOS ORIXÁS - ANO III

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Vocabulário Kimbundu



Introdução ao Kimbundu
1 – O Kimbundu e os grupos linguísticos africanos; o grupo Bantu, inserido na família Congo-Cordofaniana
A grande maioria dos linguistas está de acordo em como, no Continente Africano, as línguas se dividem por quatro grandes famílias: a Afroasiática (inclui as línguas Berberes do Norte de África, as Cushitas da Etiópia e da Somália e ainda as semitas, abrangendo o hebreu, o árabe e o aramaico), a Nilo-Sahariana (constituída pelo Sudanês, o Sahariano e o Songhai), a Niger-Congo ou Congo-Cordofaniana (inclui numerosos grupos predominantes para sul do Sahara, de que destacamos os Bantu, para sul do Equador) e Khoisan (línguas dos Pigmeus da floresta tropical do Congo Democrático e línguas faladas “com estalinhos” pelos povos !Kung, vulgarmente conhecidos como Hotentotes, Bosquímanos ou, em Angola, Mucancalas)[1]. O Kimbundu é uma língua do grupo Bantu, pertencendo à família linguística Niger-Congo ou Congo-Cordofaniana. é plural de muntu, radical comum a quase todas as línguas do grupo. Muntu quer dizer indivíduo, pessoa, ser humano, significando, portanto, bantu, indivíduos, pessoas ou seres humanos. Em Kimbundu, a palavra mutu significa pessoa, sendo o seu plural, atu, pessoas, gente. Pelos exemplos acima indicados, podemos desde já concluir que a principal característica das línguas Bantu é o facto da flexão – isto é, a formação do género, feminino ou masculino, e do número, singular ou plural – se fazer por meio de prefixos.

2 – Nações Bantu de Angola; diferenças dialectais nos subgrupos mbundu; o kimbundu de Ambaka
O território de Angola situa-se quase exclusivamente dentro da área de difusão das línguas bantu. São nove as nações bantu de Angola, correspondendo a cada uma delas uma língua diferente:



Nação Idioma
Bakongo Kikongo
Mbundu (ou Ambundu) Kimbundu
Lunda-Tchokwe Tutchokwe
Ovimbundu Umbundu
Ganguela Tchiganguela
Nhaneka-Humbe Lunhaneka
Herero Tchiherero
Ovambo Ambo
Donga Xindonga

De todas estas nações, só os territórios dos Mbundu, dos Ovimbundu e dos Nhaneka-Humbe se circunscrevem ao espaço angolano. Os das outras são todos atravessados pelas fronteiras políticas delineadas após a Conferência de Berlim de 1885. Os Bakongo, por exemplo, repartem-se pelos estados de Angola, Congo Democrático e Congo Popular, os Lunda-Tchokwe, cujo território é atravessado pelo rio Kassai, dividem-se entre Angola e o Congo Democrático, na província do Katanga (ex-Shaba), os Ganguela entre Angola e a Zâmbia e, finalmente, os Herero, os Ambo e os Donga, entre Angola e a Namíbia.

Cada uma destas nações é dividida por diversos subgrupos, a cada um dos quais corresponde uma variante dialectal. A nação Mbundu reparte-se por 11 subgrupos (ou etnias), disseminados pelas províncias de Luanda, Bengo, Malanje, Kuanza Norte e ainda pequenas bolsas no Uíge e no Kuanza Sul. São, portanto, 11 as variantes do Kimbundu, consoante a difusão geográfica dos 11 povos que constituem esta nação: Ngolas, Dembos, Jingas, Bondos, Bângalas, Songos, Ibacos, Luandas, Quibalas, Libolos e Quissamas.

O Kimbundu, à semelhança das outras línguas bantu, não tem tradição escrita. Os primeiros a escrevê-la e a estudar-lhe as regras gramaticais foram os missionários capuchinhos e jesuítas de Ambaka. Fizeram-no com o fim de ensinar a língua portuguesa e o catecismo aos africanos. Foram eles que introduziram os princípios ortográficos ainda hoje vigentes.Nos séculos XIX e XX surgem estudiosos do Kimbundu, de onde destacamos Héli Chatelain, Cordeiro da Matta, António de Assis Júnior e Óscar Ribas.


VOCABILÁRIO:

Organizado, na sua grande maioria, com base no Dicionário de Kimbundu–Português de António de Assis Júnior, no Dicionário Complementar de Português–Kimbundu–Kikongo do Padre António da Silva Maia e no Dicionário de Regionalismos Angolanos de Óscar Ribas.


Arimo – (Do Kimbundu ku rima ou ku dima, cultivar) – Lavra, pequena plantação agrícola. Termo em desuso a partir do início do século XX.
Avilo – Amigo (gíria luandense).
Axiluanda – V. Muxiluanda.
Bantu – Plural de muntu; designação dos povos africanos entre si, significando seres humanos; aplicável também às línguas africanas, cuja flexão se faz por prefixação.
Banzo – (Do kimbundu ku banza, pensar, raciocinar) – Admirado, aparvalhado, pensativo.
Bazar – (Do kimbundu ku baza, romper) – Fugir, sair subitamente.
Bufunfa – Medo (calão luandense).
Bungula – Dança efectuada pelos feiticeiros quando pretendem atingir alguém com um malefício; ritmo inspirado nesta dança com muita voga em Luanda nos anos 70 e 80 (t. kimbundu).
Calema – (Kimbundu, Kalemba) – Procela, tempestade no mar.
Calundú – (Aportuguesamento de Kilundu, plural Ilundu) – Espírito de antepassado.
Camalongo – Tributo de honra prestado pelo noivo à família da noiva. Correspondente ao kimbundu alembamento (t. kikongo).
Camba – (Kimbundu, Dikamba) – Amigo.
Cambuta – (Kimbundu, Kambuta) – Homem baixo.
Candongueiro – (Do kimbundu Candonga, negócio ilegal) – Termo aplicado modernamente aos táxis colectivos urbanos que, de início, eram ilegais.
Caporroto – Aguardente de milho.
Cassule – (Do Kimbundu ku suluka, ficar livre) – O filho mais novo.
Cassuneira – (Do kimbundu ku suna, ter carranca) – Espécie de cacto que chega a atingir quatro metros de altura.
Cazumbi – Alma do outro mundo, duende (t. kimbundu).
Curibotice – (Do Kimbundu ku dibota, palrar, dizer mal) – Maledicência.

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Dibata – Ver Kubata.
Dicanga – Terreiro de dissaquela (t. kimbundu).
Dicosso-dos-calundús – Água lustral destinada ao ritual de evocação dos espíritos (Tradução do Kimbundu, Dicosso dia Ilundu).
Dikamba – Amigo, companheiro (t. kimbundu).
Dilombe – Pequeno santuário ou altar de oração do quimbanda (t. kimbundu).
Diongo – Arpão bifurcado para fisgar peixes (t. kimbundu).
Dissaquela – (Do kimbundu ku sakela, adivinhar) – Ritual de evocação dos espíritos.
Dongo – (Kimbundu, Ndongu) – Canoa de madeira de mafumeira.
Dunda – (Kimbundu, Ndunda) – Penhor prestado aos espíritos pelo seu chamamento.
Eme – Designação, em gíria, do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).
FAA – Forças Armadas Angolanas. Designação das PAPLA a partir de 1992.
FAPLA – Forças Armadas Populares de Libertação de Angola.
Fenela – Designação, em gíria, da FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).
Funji – Massa cozida de farinha, denominada fuba, geralmente de milho, massambala, massango mandioca ou batata doce (t. kimbundu).
Gasosa – Gorgeta (gíria).

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Ilamba – Ver Kilamba.
Ilêmbu – Dote ou tributo de honra prestado pelo noivo à família da noiva; veio a ser aportuguesado para alembamento (t. kimbundu).
Imbanda – Ver Kimbanda.
Jimbamba – (Kimbundu, plural de mbamba) – Pequeno búzio.
Jindandu – (Kimbundu, plural de ndandu, parente) – Família, parentes.
Jindombe – Gémeo (t. kimbundu).
Jingola – Ver Ngola.
Jingolôlo – Gritos tumultuosos, clamores, berraria (t. kimbundu).
Jinguindo – (Kimbundu, plural de ngindu, trança, do verbo ku inda, entrançar) – Trança.
Jinguingi – Bagre (t. kimbundu).
Jisoba – V. Soba.
Jota – Abreviatura para designar a Juventude do MPLA (JMPLA).

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Kabetula – (Do kimbundu, ku betula, levantar; alusão ao levantamento das nádegas) – Antiga dança carnavalesca dos musseques de Luanda, nos anos 50.
Kabasa – O mais novo de dois gémeos; é também sinónimo de contemporâneo ou de mundo dos vivos; também aplicável à cidade fortificada do Ngola, na zona onde o rei convive com os vivos (t. kimbundu).
Kakulu – O mais velho de dois gémeos; é também sinónimo de antepassado ou de mundo dos mortos; também aplicável à zona da cidade fortificada do Ngola onde o rei guarda os objectos sagrados e as relíquias dos antepassados (t. kimbundu).
Kakusu – Tilapia, peixe de rio (t. kimbundu).
Kalemba – Agitação violenta do mar; por corruptela portuguesa, foi-se transformando com o tempo em calema (t. kimbundu).
Kalundu – Aportuguesamento de kilundu, espírito de antepassado; também se usa para designar a cerimónia do chamamento desses espíritos ou o culto das yanda (t. kimbundu).
Kalunga – Mar, abismo; termo também utilizado no sentido de morte, firmamento ou mundo dos mortos (t. kimbundu).
Kalungangombe – Ente espiritual que acolhe as almas dos mortos no outro mundo (t. kimbundu).
Katutu – Mês do calendário kikongo e kimbundu correspondendo aproximadamente a Julho, época do ano compreendida no kixibu e onde se queimam os morros; antecede o mês da Kisepa, das queimadas dos terrenos agrícolas (v. Kixibu).
Kiangala – Pequena estação seca correspondendo ao mês de Janeiro (t. kimbundu).
Kianda – (plural, Ianda) – Espírito das águas (t. kimbundu).
Kibaka – Pequeno cepo usado como banco; espécie de mocho rudimentar (t. kimbundu).
Kibinda (Plur. Ibinda) – Caçador profissional, um estatuto iniciático entre os Mbundu, dispondo de poderes sobrenaturais para lidar com animais selvagens de grande porte (t. kimbundu).
Kiela – Espécie de gamão africano jogado com pedras na areia (t. kimbundu).
Kijibanganga – Assassino, destruidor (do kimbundu ku jiba, matar).
Kijiku (gentes de) – Serviçais dos de mudinda originários de outros clãs, em geral prisioneiros de guerra ou seus descendentes; literalmente, gentes de fogo, por alusão ao acto do serviçal acender o fogo da lareira da casa daqueles a quem serve; também chamados gentes de quintal ou gentes de fora (t. kimbundu).
Kijila – Interditos; em Portugal, por influência dos escravos africanos, esta palavra entrou no léxico português sob a forma de quezília, cujo significado foi evoluindo com o decorrer dos séculos (t. kimbundu).
Kijinga – Espécie de gorro usado como coroa pelos jingola ou como distintivo de linhagem pelos altos dignitários Mbundu (t. kimbundu).
Kilamba – Intérprete ou “condutor” das sereias (ianda); com a instituição da chamada “Guerra Preta” e de outras formações militares coloniais constituídas por africanos, adquiriu também o significado de capitão ou condutor de homens (t. kimbundu).
Kilembu – Palavra que viria a ser aportuguesada para alembamento; o mesmo que dote (t. kimbundu).
Kilombo – Acampamento fortificado, entre os Mbangala.
Kimbanda (plur. Imbanda) – Especialista de magia Mbundu e Imbangala, havendo vários tipos consoante o espírito que tratavam e os meios que utilizavam (t. kimbundu).
Kimbiji – Peixe grande (t. kimbundu derivado da junção do aumentativo ki com o substantivo mbiji).
Kimenga – Preparado à base de qualquer animal doméstico que as raparigas kikongo têm de comer durante os ritos de puberdade.
Kinhoka – Cobra comprida (t. kimbundu que está na origem da palavra minhoca).
Kinzári – Monstro imaginário com corpo de fera e pernas humanas (t. kimbundu).
Kipa – Magia que concede o poder da metamorfose, geralmente em animais ou árvores, ou da transmissão de remédios ou preventivos (t. kimbundu).
Kisoko – Costume bantu que consiste no acordo íntimo entre duas famílias transmissível aos descendentes (t. kimbundu).
Kixibu – Grande estação seca, nebulosa e ventosa que corresponde aos meses compreendidos entre Maio e Setembro; veio a ser aportuguesada para cacimbo; dela fazem parte os seis meses de Kasambéua, Kanake, Kávuá, Kakui, Katutu e Kisepa.
Kixima – Cachimbo, chaminé; escavação aberta numa superfície formando um buraco, que originou o verbo cachimbar e também a palavra cacimba no sentido de poço ou cisterna (t. kimbundu).
Kizaka – Esparregado de folhas de mandioqueira (t. kimbundu).
Kofu – Cesto estreito e comprido usado outrora pelas mulheres da Ilha de Luanda na pesca do nzimbu; também usado como medida de capacidade.
Kota – (Kimbundu, Dikota) – Mais velho.
Ku Luanda – Segundo determinados autores, significa para ocidente (t. kimbundu).
Kubata (plur. Dibata) – Casa (t. kimbundu).
Kudúro – Ritmo muito em voga em Luanda na segunda metade dos anos 90, próximo do “Braek” e do “Rap”.
Kuku ia diala – Avô (t. kimbundu).
Kula – O mesmo que, em kimbundu, Tacula (t. kikongo).
Kulembe – Estado lendário muito antigo do planalto de Benguela.
Kumbú – (Do kimbundu Ukumbu, vaidade) – Dinheiro.
Kusamanu – Período das grandes chuvas entre Fevereiro e Abril (t. kimbundu).
Kutanu – Meses de Novembro e Dezembro, compreendidos na estação quente das chuvas (t. kimbundu).

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Lemba dya Ngundu – Tio da linhagem matrilinear, entre os Mbundu (t. kimbundu).
Luanda-Dois – Expressão de gíria, popularizada depois do projecto urbanístico Luanda-2, para designar a companheira de uma relação extraconjugal.
Lumbu – Termo kikongo usado para designar o conjunto dos descendentes de alguém pela via patrilinear.
Lunga – Pedaço de madeira símbolo de autoridade Mbundu muito antigo, associado em particular aos bapende; acreditava-se que viera do mar e tinha estreita ligação com a água de lagoas e rios.
Maiombola – Sortilégio para aproveitamento da alma de um vivo, levado a cabo, ou por iniciativa de espíritos mortos, ou por acção de feiticeiros; a palavra também é usada para designar a própria alma da vítima (t. kimbundu).
Maka – Questão, conflito (t. kimbundu).
Malunga (Santo de) – (Kimbundu, plural de dilunga) – Espíritos de indivíduos de raça branca e raça negra que se revelam por simpatia e isoladamente, em lugar apropriado.
Mambo – Doutrina, preceito (t. kimbundu). Modernamente usado no sentido de assunto, estória.
Mangonha – Preguiça (t. kimbundu).
Marufo (ou maruvo ou maluvo) – Vinho do sumo de caju ou de seiva de matebeira, palmeira, palmito ou bordão (t. kimbundu).
Massambala – Milho de sorgo ou milho miúdo, que serve para fazer fuba mas também para alimentar as galinhas.
Matacos – (Kimbundu, plural de Ditaku) – Nádegas, ânus.
Matebeira – Árvore da família da palmeira cujas folhas são utilizadas para o fabrico de vassouras, abanos, sacos e e cordas e de cuja seiva, depois de fermentada, se extrai o maluvo (t. kimbundu).
Matubas – (Kimbundu, plural de Dituba) – Testículos.
Mavunga – Ver vunga.
Mazanga – Designativo da Ilha de Luanda ou Ilha das Cabras; tanto pode querer dizer ilha como baía ou mesmo cântaro de barro, pois deriva do verbo kimbundu ku sangana, que significa convergir; pode igualmente, com a grafia masanga, designar lagoas (plural de disanga, lagoa).
Mbambi – Cabra pequena, de pele muito usada na confecção de tambores ou na arte da adivinhação (t. kimbundu).
Mbiji – Peixe (t. kimbundu).
Mbondo – Adansonia digitata. Árvore africana gigantesca conhecida também pelo nome de baobá ou baobabe e, nos países lusófonos, por embondeiro ou imbondeiro, aportuguesamento do termo kimbundu.
Menha a ndungu – (Kimbundu, literalmente água ajindungada) – Ensopado ajindungado de peixe seco assado.
Milongo – Remédio (t. kimbundu).
Minzangala – (Kimbundu, plural de Munzangala, rapaz) – Juventude.
Miondona – Espírito que, de par com a alma, coexiste num indivíduo e se transmite pela via paterna (t. kimbundu).
Monacaxito – BM-21, engenho bélico de fabrico soviético introduzido em Angola pelos cubanos.
Monandengue – Criança (t. kimbundu).
Muadiê – (Do kimbundu Muadiakimi, mais velho) – Termo usado na gíria luandense no sentido de indivíduo, fulano, tipo, gajo.
Mucasso – Risca de pós especiais feita no corpo para protecção do mal (Do verbo kimbundu ku kasumuna, desimpedir).
Mudinda (gentes de) – Homens livres, na maior parte proprietários de terras, que viviam fora do perímetro da "cidadela real" ou mbanza do ngola (t. kimbundu).
Mukulu – Antepassado (t. kimbundu).
Mulamba – Cozinheiro (t. kimbundu).
Mulemba – Figueira africana. Árvore frondosa (t. kimbundu).
Mulôji – Feiticeiro, condutor das forças ocultas maléficas (t. kimbundu).
Mundele – (Plural, Mindele) – Homem branco. Há várias explicações para a origem da expressão, mas inclinamo-nos para a tradição que relaciona os europeus com os espíritos dos antepassados (ndele, plural jindele), de cor branca (t. kimbundu).
Musonge – Acácias (t. kimbundu).
Muxacato – (Do kimbundu ku xakata, friccionar, arrastar) – Instrumento de adivinhação material do quimbanda consistindo num pedaço de madeira friccionado por uma vara. Actualmente, em linguagem urbana, a expressão é, por vezes, usada enquanto sinónimo de umbanda em geral.
Muxiluanda – (plur. Axiluanda) Natural da Ilha de Luanda.
Muxito – Bosque, mata; conjunto de árvores, geralmente ao pé de um rio ou de uma lagoa (t. kimbundu).
Muzonguê – Caldo de peixe (t. kimbundu).
Ndandu – Parente. Também usado no sentido de família (t. kimbundu).
Ngaeta – Harmónica (aquimbunduamento do português gaita).

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Ngangula – Ferreiro (t. kikongo, também usado em kimbundu).
Ngola (plur. jingola) – Pedaço de ferro que a maioria das linhagens Mbundu detinha como importante insígnia de autoridade, a qual substituíu o lunga, estando associada ao povo Samba; termo vulgarmente aplicável para designar o seu detentor, ou seja, o Rei (t. kimbundu).
Ngola-Mbole – Grande chefe dos exércitos, imediatamente abaixo do Ngola (Rei) (t. kimbundu).
Nzambi – Deus (t. kimbundu comum à generalidade das línguas bantu).
Nzimbu – Pequeno búzio em tempos pescado pelas mulheres da Ilha de Luanda, que servia de moeda de troca ao Rei do Kongo.
Pancar – (Do Kimbundu ku pangala) – Embater, chocar.
Paracuca – Doce de jinguba em torrões (palavra originada no facto de este doce seco ser comido no acompanhamento da cerveja, sobretudo da marca Cuca).
Pemba – Argila branca usada em umbanda para afastar os malefícios e atrair os espíritos benéficos (t. kimbundu).
Pula – Pessoa de raça branca.
Quarto do kuosa – Quarto de reclusão.
Quifumbe – (Do kimbundu ku fumba, danificar) – Bandido, salteador.
Quilumba – (Kimbundu, Kilumba) – Rapariga, moça.
Quilunzar – (Do Kimbundu Kilunza, arma de fogo) – Dar um tiro, balear.
Quimbanda – (Kimbundu, Kimbanda) – Sacerdote mbundu dos espíritos dos antepassados, que se encontram na terra.
Quínguila – (Ou kingila, a que espera, do kimbundu ku kinga, esperar) – Mulher que procede, na rua, ao câmbio mais barato do dólar pelo kwanza.
Roque Santeiro – Grande mercado paralelo situado na zona norte de Luanda, onde se vende toda a espécie de mercadorias. Actualmente é o principal abastecedor da cidade.
Sanga – Cântaro de barro (t. kimbundu).
Sembar (Do kimbundu ku semba, requebar-se e dar umbigadas) – Dançar.
Soba – (Plur. Jisoba) Chefe local (t. kimbundu).
Sualala – Formiga térmite; o aportuguesamento deste termo kimbundu deu origem ao vocábulo salalé, hoje usual.
Sunguilamento – Ver Sunguilar.
Sunguilar – Passar a noite a conversar, geralmente a contar histórias ou adivinhas (t. kimbundu).
Tacula (ou takula) – Árvore de cuja casca se extrai uma tinta vermelha usada nos rituais da puberdade femininos e em cosmética; a palavra tacula designa também a própria tinta (t. kimbundu).
Trapalhões (Mercado dos) – Mercado paralelo da Ilha de Luanda especializado no serviço de refeições.
Trespassar – Termo usado em Luanda após a Independência para designar, não apenas a venda de estabelecimento comercial, mas também a ocupação de casa devoluta.
Uanda – Termo usado tanto no kikongo como no kimbundu e que designa rede, quer de pesca, quer carga de pessoas ou bagagens.
Uanga – Feitiçaria, malefício (t. kimbundu).
Ucussu – Ocre vermelho usado em umbanda para atrair a graça dos espíritos (t. kimbundu).
Ulungu – Embarcação de madeira similar ao ndongo, mas mais pequena (t. kimbundu).
Umbanda – (Do kimbundu ku banda, desvendar) – Ciência do quimbanda, podendo consistir na arte de curar ou adivinhar, sempre mediante o chamamento dos espíritos dos antepassados.
Vunga (plur. mavunga) – Título de nomeação, introduzido entre os Mbundu através do Libolo, distinto das posições hereditárias e perpétuas.
Xaxatar – (Do kimbundu ku xaxata) – Tocar, apalpar.
Ximbicar – Remar à vara, geralmente de bordão, espetando-a no fundo da água do mar, rio ou lagoa (t. kimbundu).
Xingar – (Do kimbundu ku xinga) – Injuriar, praguejar.
Xinguilar – (Do kimbundu ku xinguila) – Entrar em transe. Tem origem na cerimónia da dissaquela, significando o momento de receber a incorporação dos espíritos.
Zungueiro – (Do kimbundu ku zunga, circular) – Vendedor ambulante.

http://www.multiculturas.com/angolanos/alberto_pinto_kimb_port_vocab.htm

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